O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2016 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Índico abraço.
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14 fevereiro 2016

Sobre a dominação

É sempre fascinante interrogarmo-nos sobre os factores e as condições que geram a incorporação e a sedimentação do fenómeno da dominação tornado hábito, sobre por que somos dominados, sobre por que aceitamos sem ressaibos a dominação, sobre por que, afinal, eventualmente a amamos sem disso termos consciência.

13 fevereiro 2016

No DM

No "Diário de Moçambique" aqui.

Um seminário de Jacques Depelchin

Com complemento do seminário em epígrafe [siga na página do CEA no facebook aqui], o Professor Jacques Delpechin, convidado especial do Centro de Estudos Africanos, orientará nos dias 10 e 11 de Março um seminário com o seguinte programa preliminar:
Título: Pesquisando como libertar a escola de história africana de paradigmas resistentes à emancipação da humanidade

Dia 10 de Março (quinta-feira)
* É verdade que o estudo da história é só o estudo do passado?
* Por que tanta resistência a África, berço da Civilização?
* O percurso que me levou de Jan Vansina a Cheikh Anta Diop (por que levou tanto tempo?)
* Se a história de África fosse viva (uma planta?), o que deveria fazer-se para a manter viva e crescendo?
* Por que as ciências sociais (em geral), mesmo com mudanças, não conseguem livrar-se de paradigmas constrangedores? (p.ex. discussões entre Archie Mafeje e Kwesi Prah sobre largar ou transformar a antropologia?)
* Silêncios como factos: onde serão encontrados? Em que tipo de arquivos? Em que lugares?
* O impacto do iluminismo sobre como se tem abordado a história de África. A respeito de África há diferença entre Hegel e Marx? (Louis Sala-Molins: Le Code Noir)
Dia 11 de Março [sexta-feira)
* África/Humanidade no confronto com capitalismo, quem está a vencer?
* Como re-membrar os des-membrados?
* Como funcionaria a prescrição "Mudar o mundo sem tomar o poder" (John Holloway)?
* Por que "Os mais bonitos ainda não nasceram"? (Ayi Kwei Armah)?
* David Van Reybrouck: historiador ou artista de ficção? (Congo: Une Histoire)
* Cinema holliwoodiano e história: uma arma de dois gumes para a história de África.
* O que é mais importante: o que se diz ou o que se faz? (Alice Cherki: Portrait de Fanon; Lewis Gordon: What did Fanon say?; Aimé Césaire: Cahier d'un retour au pays natal)

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1153, de 12/02/2016, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

12 fevereiro 2016

Terrorismo de estrada

Anda activo no país o terrorismo de estrada alvejando viaturas e ferindo civis e parece que há quem considere isso um exercício de democracia.

Amanhã na íntegra neste diário

Novas Colegas na coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora"

A coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora" vai crescendo em interesse e membros, tem agora mais duas Colegas, a saber: Raquel Cardeira Varela de Portugal [confira aqui e aqui] e Jailane Pereira da Silva do Brasil [confira aqui e aqui]. Elas trabalharão no tema "Para que serve o Estado?"

Relações assimétricas

Há gente que acha que cidades e ruas são meros aglomerados de pessoas diferentes. Porém, cidades e ruas são ocupadas por pessoas permanentemente inscritas em relações assimétricas de produção e distribuição, relações que nada têm a ver com os postulados abstractos de "unidade", "universalidade", "globalização" e "diferença cultural". Não ter em conta o sóciometabolismo (para usar um termo de István Mészáros) dessas relações é não compreender ao mesmo tempo a unidade e a diversidade das manifestações mundiais de protesto e aspiração a novos tipos de vida.

11 fevereiro 2016

Segundo AIM e RM

Confira notícias da "Agência de Informação de Moçambique" aqui e da "Rádio Moçambique" aqui.
Adenda às 19:45: segundo um porta-voz da Polícia, citado pela "Rádio Moçambique", pessoas tinham começado a sair do Chongoene com os seus haveres, distrito do Xai-Xai, província de Gaza, devido a um boato no sentido de que homens armados da Renamo estavam na zona - Jornal da noite da "Rádio Moçambique" das 19:30.
Adenda 2 às 19:46: esta é um período nacional propício à produção de boatos, espontâneos ou politicamente criados. Aqui e acolá, certos blogues, certas páginas de redes sociais digitais, povoam-se de boatos objectivamente criados para provocar inquietação e pânico.
Adenda 3 às 08:01 de 12/02/2016: confira uma notícia no portal da "Rádio Moçambique", aqui.

Antidemocracia da democracia

Defensores acérrimos da democracia tornam-se rapidamente anti-democráticos mal saem do território do seu partido e têm de fazer face a outros partidos; apologistas da concórdia em nome de Deus, tornam-se assassinos em nome do mesmo Deus mal saem da órbitra da sua religião e são confrontados com outras religiões; defensores da liberdade polígama, impedem a liberdade dos homosexuais perseguindo-os e/ou matando-os; propaladores da igualdade humana são os primeiros a negá-la com ataques xenófobos, étnicos ou raciais; descolonizadores insignes de outrora, são os primeiros a colonizar outrem hoje.

10 fevereiro 2016

Como se produz a cultura do medo?

No dia 31 de Março, quinta-feira, às 08 horas locais, entrego à editora o 20.º número da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", intitulado "Como se produz a cultura do medo?", com autoria de Bóia Júnior [professor universitário, psicólogo e psicanalista] de Moçambique e, do Brasil, Sergio F. C. Graziano Sobrinho [professor universitário e advogado] e Ricardo Arruda [professor universitário e sociólogo].

O problema central

Hoje, o problema central em nossas sociedades não está na democracia em seus usos clássicos (multipartidarismo, eleições, equidade do género, liberdade de expressão, etc.), mas no desafio de pensarmos na democratização da democracia visando a redistribuição planetária de recursos de vida. É fácil defendermos a democracia, mas é bem mais difícil socializá-la e democratizá-la.

Ideias e categorias de análise

Ideias e categorias de análise são produto social da vida, da realidade do que e do como fazemos, da educação que recebemos, das relações que entabulamos com outros, das relações que temos com a natureza. Por outras palavras, ideias e categorias de análise não são produto delas mesmas, não nasceram nem nascem por geração espontânea. Portanto, mudanças sociais não ocorrem apenas porque mudamos de ideias e de categorias analíticas, é preciso que as relações de produção e distribuição também mudem. Porém, temos de evitar a visão mecanicista das coisas e ter em conta que muitas vezes ideias e categorias analíticas permanecem apesar de as relações de produção e distribuição terem mudado.

09 fevereiro 2016

Hábitos

Os hábitos são a chave que abre e domestica o imprevisto. Na verdade, face às coisas novas, somos tentados a reconduzi-las, rapidamente, às coisas velhas.

Para que serve o Estado?

Para o novo tema da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora" com o título em epígrafe, ao jurista moçambicano José Óscar Monteiro junta-se agora o brasileiro Ivo Tonet, professor de Filosofia no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas, no Brasil.

Intolerância

À força de se sentir o diverso e de o produzir como símbolo e acto, atinge-se a intolerância mesmo quando se faz a apologia multicultural. Tecemos e retecemos, então, com o ardor de Penélope, o espírito da casa fechada. Nos casos mais extremos e trágicos, aqueles da alteridade absoluta erigida em armas e extermínio, racismo e etnicidade dão origem a um corpo doutrinário para o qual se busca uma fundamentação científica.

08 fevereiro 2016

Época propícia aos boatos

Aqui e acolá, tirando partido da inquietação e como que da componente subliminar das pessoas, surgem relatos de hecatombes bélicas, irrompem descrições de fenómenos objectivamente fabricadas para causar inquietação e pânico, reportagens com fontes havidas por credíveis dando conta de dezenas de mortos e de feridos em combate, recurso a fontes que só têm um lado emissor, saladas informativas ruidosas juntando dados prepositadamente fora do contexto, proliferaçãp de arautos da tragédia sem fim multiplicando sem pausa, por mil caminhos, textos castrenses, etc. Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores, com especial incidência em certos blogues e em páginas das redes sociais digitais ostensivamente criadas para gerar pânico e terror. A incerteza e a angústia são alimentadas e ampliadas pela ausência de informação oficial atempada e regular.

Três títulos no DM

Três títulos no "Diário de Moçambique" digital de hoje com textos a conferir aqui e aqui.
Adenda às 07:54: para o tema do terceiro título, lembre neste diário cinco postagens, com os títulos na imagem abaixo, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

No "Savana" 1152 de 05/02/2016, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.

Lá no Niassa com o "Faísca"

Jornal na íntegra aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: em Yaawokucela significa amanhecer. O jornal Faísca é editado em Lichinga, capital provincial do Niassa. Sobre a província do Niassa, confira aqui.
Especial: parabéns aos jornalistas do "Faísca" pelo 16.º aniversário do jornal ocorrido a 04 do corrente mês.