Blogue seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Olá, sejam bem-vindas e bem-vindos a este espaço, diariamente renovado desde 2006.Sintam-se bem e regressem sempre. Índico abraço.
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18 Abril 2014

Hoje: oitavo aniversário deste diário

Este diário faz hoje oito anos de vida ininterrupta, tendo nascido às 13:26 de 18 de Abril de 2006, através desta postagem aqui. Esta é a 21179.ª postagem. Muito obrigado a todas aquelas e a todos aqueles que, um bocado por todo o mundo, dele fizeram e fazem o mais visitado blogue moçambicano e uma referência nacional e internacional. Daqui têm saído (e continuarão a sair) ideias e textos para livros meus e daqui sai o material das minhas páginas no Facebook, no Twitter e na Academia.edu. O Diário de um sociólogo é (1) diariamente actualizado, (2) não se esconde no anonimato, (3) não pratica o panfletarismo e (4) não vive da mediocridade parasitária do copia/cola/mexerica. Face à hegemonia de redes sociais como Facebook e Twitter, é provavelmente o único blogue moçambicano que se mantém com base nas quatro características apontadas. Finalmente, dizer que foi finalista em 2007 e 2008 na modalidade Melhor Webblog em Português no concurso The Bobs da Deutsche Welle - para 2008, recorde aquiImagem reproduzida com a devida vénia daqui.

Sobre "poder" e "aspirar ao poder"

1. Não há poder em si. Nenhum poder é extrínseco a uma relação, a uma comunicação regular entre pelo menos duas pessoas. Na verdade, que poder poderia alguém ter fora dessa relação, fora de um Nós? Com efeito, é na relação societal e só nela que alguém poder ter o poder de influenciar ou de determinar a nossa conduta. Assim, o poder tem uma natureza intrinsecamente relacional. O poder de A sobre B é a capacidade revelada por A para obter, na relação com B, que os termos de troca lhe sejam favoráveis. Alarguemos o postulado para a relação política. Lá onde a relação política está saturada de força e de violência (do género "a bolsa ou a vida") e onde, portanto, as alternativas à acção social são escassas ou inexistem, não há uma relação de poder, mas uma relação de violência ou de força. Como escreveu Foucault, uma relação de violência age sobre corpos e coisas: ela força, dobra, quebra, destrói, aspira à passividade do Outro e, confrontada com a resistência, destrói. Pelo contrário, uma relação de poder articula-se sobre dois eixos fundamentais: por um lado, o Outro é sempre reconhecido como sujeito da acção e, por outro, está sempre em aberto todo um campo mútuo de respostas, de reacções, de efeitos e de invenções possíveis.
2. O segundo ponto diz respeito a uma posição que surge sistematicamente na nossa imprensa escrita, nas rádios, nas televisões, nos blogues e nas redes sociais digitais. A posição é esta: "Eles aspiram ao poder". Nos casos mais extremos, diz-se "Eles aspiram ao poder a todo o custo". Regra geral essa acusação - porque é efectivamente uma acusação - é feita a quem não está em posição de ter, relacionalmente, o poder de gerir e de manter o Estado. Por outras palavras, é suposto que quem não tem esse poder, aspira a tê-lo. Não poucas vezes, a acusação tem um valor moral muito forte, um valor moral negativo, no sentido de que B não deve aspirar ao poder que já pertence a A - típica acusação de pecado. O que se esconde à retaguarda dessa posição acusatória? Esconde-se, oculta-se o facto de quem tem o poder de poder gerir o Estado tem tanta ou mais apetência pelo "poder político de poder". Por isso o mantém e por isso o defende a todo o custo. Só que o transfigura, o camufla, dotando-o de características meramente técnicas, de características neutralmente assistenciais, como se fosse algo estrangeiro a uma entidade política concreta. (Imagem: el poder, quadro do pintor e ceramista argentino Raúl Pietranera)

Antiracismo

O que diz o racismo? Diz que há raças superiores e raças inferiores. O que diz o antiracismo? Diz que as raças são iguais ou diz que apenas existe uma raça, a humana. Mas o fenómeno é bem mais delicado. A matriz da luta antiracial consiste não em trabalhar sobre os mecanismos infra-estruturais do sistema social que produz e reproduz a visão racial – das relações de produção aos sistemas educativos -, mas em defender a paridade das raças, em defender que as raças têm os mesmos direitos. Diferentes, mas iguais - para usar um cliché da moda. Nesta óptica, o problema não está na raça em si, mas na distribuição desigual de direitos raciais. O antiracismo é, muitas vezes, um mero biombo do racismo, seja este ofensivo ou defensivo. A suposta luta contra o racismo através de (1) quotas raciais de acesso institucional, (2) modelo de gestão social excludente do tipo acção afirmativa e (3) produção de identidades e culturas racializadas consideradas sui generis, é, em meu entender, um dramático campo nas relações sociais. O grande problema continua a ser que tudo muda sem nada mudar. Isto, para lembrar a famosa frase de Tancredi no Il Gattopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa: "Tudo deve mudar para que tudo fique como está."

17 Abril 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Sobre "poder" e "aspirar ao poder"

Questão central

Texto de António Zefanias do DZ

No "Diário da Zambézia" digital com data de hoje. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Um livro

Amplie as magens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato.

16 Abril 2014

Sobre "poder" e "aspirar ao poder"

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Aumento dos casos de insegurança em África

Confira o editorial do The African Executive digital, aqui.

Duopólio político e equilíbrio à Nash (sobre as exigências da Renamo)

Faz já meses que governo e Renamo negoceiam o que no senso comum se chama paz mas que, na mesa das conversações, tem inteiramente a ver com redistribuição de recursos de poder no país. Por outras palavras: a Renamo quer parte do que - assim entende ela - a Frelimo tem ao nível da gestão do Estado.
Durante alguns meses cristalizou-se a ideia de que a Renamo apenas pretendia uma paridade ao nível dos órgãos eleitorais. Quer dizer, aceitou-se que tudo caminhava pela estrada das eleições e pelo seu melhor controlo.
Mas agora a Renamo subiu a parada: para se desmilitarizar, exige também paridade nas forças de defesa e segurança, quer mesmo chefiar o Estado-Maior General e o Comando-Geral da polícia.
Ora, a exigência surge em ano eleitoral, pois em Outubro deverão realizar-se as presidenciais e as legislativas.
Que conclusão tirar? Esta: a Renamo quer que a redistribuição de recursos de poder passe não pelas eleições, mas por um arranjo prévio, inteiramente partidarizado, ao nível de um duopólio político gerido, ao nível do Estado, pelo governo - que entende ser um mero utensílio da Frelimo - e por ela. Apenas por ambos, o que, entre outras consequências, representa (1) bipartidarizar militar e policialmente o que a Renamo entende estar unipartidarizado e (2) enviar às urtigas os outros partidos.
Por outras palavras: as eleições são havidas como um coméstico, um pró-forma para incautos.
Mas há uma questão fundamental: está a Renamo a fazer bluff? A resposta é negativa.
Há, provavelmente, muitas coisas na penumbra em todo este processo. Algumas poderão, futuramente, constituir uma surpresa.
Porém, talvez seja uma hipótese sensata admitir que a Renamo tem músculo guerrilheiro suficiente para pôr em causa a tranquilidade do país. Esse músculo pode rapidamente passar da guerrilha de pequena intensidade para a guerrilha de média intensidade, espalhando-se como um líquido, pouco a pouco, pelo país, pelo campo e, depois, pelas cidades (previ os dois cenários num trabalho publicado "Savana" e conferível aqui), arrastando consigo outros tipos de fenómenos. E pode, igualmente, contribuir para que as eleições sejam adiadas e/ou prejudicadas.
Tudo isso pode pôr em causa as expectativas de muita gente, de muitas instâncias nacionais e estrangeiras e do Capital internacional.
Na teoria dos jogos e do ponto de vista do princípio do equilíbrio de Nash (sabeis da teoria proposta por John Nash em 1950), cada jogador pratica a estratégia que lhe agrada, que melhor resultados lhe traz e, portanto, não está interessado em alterá-la.
Tudo parecia apontar para um equilíbrio à Nash: a Renamo exigiu paridade nos órgãos eleitorais, o governo aceitou, isso irá representar muito dinheiro a dispender mensalmente por milhares de membros de partidos, mas, enfim, a paz é cara. Por outras palavras: a Renamo conseguiu estar em locais eleitorais decisivos, o governo não foi questionado na gestão estatal e, portanto, nos órgãos de soberania. Equilíbrio à Nash.
Porém - com o Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissam transformado numa extensão urbano-seminarial da guerrilha rural - a Renamo subiu a parada, avançou para o ponto nevrálgico, para o coração da gestão do poder, exigindo paridade também nas forças de defesa e segurança. E o governo já respondeu, rapidamente, dizendo que isso não irá suceder.
O equilíbrio à Nash perdeu-se, o jogo estratégico foi alterado.
Infelizmente - nota de humor amargo - ninguém poderá saber o que pensaria o matemático norte-americano John Forbes Nash caso tivesse aqui nascido.
Os dados estão, entretanto, lançados. Enquanto isso, duvido que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, reapareça em tablado civil para se recensear e apresentar-se, depois, como candidato presidencial do seu partido. Por um lado, ele conhece o cenário à Savimbi e, por outro, o bloco hegemónico da Renamo sabe que sem Dhlakama a "Renamo renovada" perde o seu DNA castrense e, portanto, o peso político à Clausewitz.

Recenseamento: ponto de situação

Ponto de situação do recenseamento eleitoral até a manhã de ontem, no Boletim sobre o Processo Político em Moçambique, aqui.

15 Abril 2014

Duopólio político e equilíbrio à Nash (sobre as exigências da Renamo)

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Moderação do poder político

De Karl Popper: "O problema fundamental da teoria do Estado é o problema da moderação do poder político ‑ da arbitrariedade e do abuso do poder ‑ através de instituições pelas quais o poder é distribuído e controlado. Por outras palavras: uma democracia não responde apenas à questão do saber-se quem manda, mas, sobretudo, ao como se controla o poder daqueles que mandam."

Um dos supremos desejos

Um dos supremos desejos dos dominadores ou dos candidatos à dominação política consiste em produzir os nutrientes de ajustamento social destinados a levar os dominados a aceitar a ordem social vigente como natural. Em última análise, para fazer uso de uma hipótese do antropólogo Maurice Godelier, a dominação deverá aparecer aos dominados como um serviço prestado pelos dominadores.

Tiranos

"(...) Não existem tiranos sem aqueles que os fazem e sem aqueles que nele crêem."- Sperber, Manès, Psychologie du pouvoir. Paris: Éditons Odile Jacob, 1995, p.96. Imagem reproduzida daqui.

De novo sobre a economia do país

Um relatório de advertência da Moody´s sobre a dívida pública do país, referido no portal da "Rádio Moçambique", aqui. Recorde neste diário esta postagem sobre a nossa economia, aqui.

14 Abril 2014

Renamo sobe a parada

O chefe delegação da Renamo às negociações com o Governo, Saimone Macuiana, afirmou hoje que o seu partido exige paridade nas forças de defesa e segurança, devendo ser desse partido, por exemplo, o chefe do Estado-Maior General e o comandante-geral da Polícia. Por sua vez, José Pacheco, chefe da delegação governamental, afirmou que as pretensões da Renamo são um absurdo e que tudo tem um limite - resumo de um trabalho apresentado há momentos no jornal da noite da estação televisiva STV.
Adenda às 20:08: enquanto isso, o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, só tem 15 dias para se recensear e, por essa via, poder apresentar-se como candidato presidencial do seu partido. Aqui.
Adenda 2 às 04:48 de 15/04/2014: "O chefe de estado-maior há mais de 20 anos vem das antigas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FLPM). Achamos que seria oportuno que, a partir de agora, ele e o seu adjunto pudessem provir da Renamo. Dissemos também que os outros departamentos, a metade deverá ser da Renamo e a outra parte das antigas FLPM. Queremos que os nossos homens estejam no ramo do exército, na marinha, força aérea. Se o da Renamo for comandante, o das FPLM deverá ser adjunto, e assim vice-versa”, afirmou Macuiane." (portal da "Rádio Moçambique", aqui)

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

No "Savana" 1057 de 11/04/2014, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do semanário "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Difícil democratizar a democracia

Defensores acérrimos da democracia, por exemplo, tornam-se rapidamente anti-democráticos mal saem do território do seu partido e têm de fazer face a outros partidos; apologistas da concórdia em nome de Deus, tornam-se assassinos em nome do mesmo Deus mal saem da órbitra da sua religião e são confrontados com outras religiões; defensores da liberdade polígama, impedem a liberdade dos homosexuais perseguindo-os e/ou matando-os; propaladores da igualdade humana são os primeiros a negá-la com ataques xenófobos, étnicos ou raciais; descolonizadores insignes de outrora, são os primeiros a colonizar outrem hoje. Muitos outros exemplos podem ser dados. Por outras palavras: a nossa democracia cabe, frequentemente, apenas no nosso copo de água. É fácil defendermos a democracia, mas é bem mais difícil democratizá-la.

À superfície dos problemas

Um livro

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

13 Abril 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Retirar a pobreza das relações sociais

Sobre a dominação

O papão de 2009

Em 2009 correu em Maputo e Beira o boato e o alarme de que um diabólico nigeriano violava mulheres. Mas não só: eis os ingredientes dados a conhecer por certa imprensa local: 1. O papão era estrangeiro, havido por nigeriano, fugido da África do Sul; 2. O papão circulava numa viatura de luxo, de cor negra, de marcas diferentes (certamente com vidros fumados); 3. O papão maligno disseminava o mal por via sexual; 4. O mal chegava sob forma de vermes depositados nos órgãos sexuais femininos quando o papão ejaculava (como se fosse um ser extraterrestre que quisesse propagar a sua espécie); 5. Os vermes comiam fígado - víscera que desempenha importantes funções metabólicas -, eram carnívoros especiais; 6. Como se não bastasse serem pasto de vermes comedores de fígado, as mulheres vitimadas eram ainda coagidas a comprar urnas para os seus funerais, pois - assegura o grande rumor - iriam morrer.

12 Abril 2014

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Culto aos presidentes (8); Espírito do deixa-falar (14); Politizar cientificando: autárquicas Moçambique 2013 (17); Propaganda eleitoral pelo vestuário (8); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (29); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (78); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Humor político

No lado esquerdo está Armando Guebuza, presidente da República e presidente da Frelimo e, no lado direito, Manuel de Araújo, presidente do Conselho Municipal de Quelimane e membro do MDM. O "Afonso" é Afonso Dhlakama, presidente da Renamo. A foto foi tirada quando da recente visita de Guebuza à Zambézia.

"À hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1057, disponível na íntegra aqui:
Notas: de vez em quando um leitor queixa-se de não conseguir baixar o semanário "Savana" neste diário. Só tem de executar os seguintes três passos: clicar no "Disponível na íntegra aqui" da postagem, a seguir no "Baixar" do programa 4Shared e, a terminar, no "Baixar grátis" também do programa. Por outro lado, de vez em quando também me perguntam por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.