Blogue seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Olá, sejam bem-vindas e bem-vindos a este espaço, diariamente renovado desde 2006.Sintam-se bem e regressem sempre. Índico abraço.
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16 Setembro 2014

Tropismos políticos

É habitual encontrarmos no "Notícias" referências a desertores do MDM e na Renamo que se filiam ou refiliam na Frelimo. Aqui. Porém, há jornais, como o "Canal de Moçambique", que dão conta do movimento inverso, por exemplo da Frelimo para o MDM. Aqui.
Adenda às 12:01: recorde neste diário aqui e aqui.

Produzir a dominação

[...] em lugar de atribuírmos à aleivosia e ao engenho de outros as razões do nosso comportamento resignado, procuremos em nós as razões – certamente históricas, certamente múltiplas, certamente diversas - da dominação, coloquemo-nos o problema da seguinte forma: não são os outros que nos dominam, somos nós quem, em última análise, produz a dominação, aceitando-a e, até, amando-a. Aqui.

15 Setembro 2014

No "Savana" 1079 de 12/09/2014, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Cartazes 2014: a guerra das trincheiras políticas em Moçambique (4)

Quarto número da série. Entro no segundo ponto do sumário proposto aqui3. Programadores e afixadores. Os programadores são aqueles que têm a seu cargo a criação dos cartazes, são ou funcionários de agências de propaganda ou meros publicitários. Os afixadores são aqueles cuja função é disseminar a criação dos primeiros. Se estivermos atentos à cidade de Maputo, veremos que os afixadores são muitas vezes jovens do sexo masculino. Afixar cartazes torna-se um jogo imponente e decisivo: ele são afixados não importa onde, desde que retire o lugar ao adversário, não poucas vezes entre risos e imprecações em caso de confronto com afixadores adversários. Veja-se, por exemplo, o cercado na Julius Nyerere, lá onde a IURD queria construir o seu templo-mor.
Adenda às 09:51: nem o mural em frente ao Clube Naval, na marginal, escapou.

Para descolonizar e historicizar a "história natural" (4)

Quarto número da série. Deixei a seguinte pergunta no número anterior: quando chegamos à independência nacional em 1975 que tipo de visão existia sobre a vida e a história dos Africanos em geral e dos Moçambicanios em particular? A visão, a concepção que existia era a de um povo sem história, mero aglomerado de tribos com os seus costumes imemoriais, repetindo-se. No fundo, uma extensão da teoria de Hegel.

Eleições 2014 e balística política: representações sobre adversários (5)

Quinto número da série. Como já observei, esta série é tributária dos relatos e das análises que vão surgindo na imprensa sobre a construção política dos adversários. "Inclusiva" é uma das palavras mágicas que tem insistentemente surgido na retórica dos candidatos presidenciais. Na verdade, cada candidato afirma que a sua governação será inclusiva, o que significa atribuir aos rivais incapacidade para aí chegar. Porém, nenhum parece disposto a revelar o que entende por governação "inclusiva", nenhum declara, por exemplo, que se for eleito formará um governo com membros de partidos rivais. Cartune reproduzido com a devida vénia daqui.

14 Setembro 2014

Para descolonizar e historicizar a "história natural" (3)

Terceiro número da série. Em todos nós talvez habite ainda o aguilhão colonial, o aguilhão de considerar os seres humanos de uma certa maneira. Quando chegamos à independência nacional em 1975 que tipo de visão existia sobre a vida e a história dos Africanos em geral e dos Moçambicanios em particular?

Estabelecidos e outsiders

Os estabelecidos (nacionais, proprietários, "donos da terra", partido "no poder", gestores de cargos governamentais, empresários, etc.) tudo farão para continuar a ser detentores de recursos; os outsiders esforçar-se-ão por questionar os "direitos adquiridos" e/ou desalojar os primeiros. Atacar os "direitos adquiridos" é considerado pelos primeiros como atacar a ordem estabelecida. Toda a ordem jurídica e judiciária está estruturada para assegurar esses direitos e punir as infracções. Os seus gestores tudo farão para apresentar os seus interesses como interesses de todos, como interesses universais desde sempre existentes, como interesses naturais. Ainda que, estabelecidos os hábitos, tome curso a cegueira das origens (um bocado a "câmara escura" de Marx e Engels), os actores em competição estão sempre aptos a estar conscientes do que fazem e do por que fazem, uns por estarem "estabelecidos", outros por quererem "estabelecer-se". - adaptação do resumo (da minha autoria, CS) da obra de Elias, Norbert et Scotson, John L., Logiques de l´exclusion, Enquête sociologique ao cœur des problèmes d´une communauté. Paris: Fayard, 1997.

13 Setembro 2014

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1079, de 12/09/2014, disponível na íntegra aqui:
Notas: de vez em quando um leitor queixa-se de não conseguir baixar o semanário "Savana" neste diário. Só tem de executar os seguintes três passos: clicar no "Disponível na íntegra aqui" da postagem, a seguir no "Baixar" do programa 4Shared e, a terminar, no "Baixar grátis" também do programa. Por outro lado, de vez em quando também me perguntam por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Vício

O vício que têm certas pessoas não só de falarem em nome de um povo que não lhes deu mandato para o efeito, como de afirmarem conhecer o que ele pensa e por quem vai votar.

O que sabem?

O que sabem Afonso Dhlakama e Maria Guebuza? Segundo o "Notícias", o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, sabe "o que toca o coração dos moçambicanos", aqui. Por sua vez, a primeira-dama do país, Maria Guebuza, citada pelo "Notícias", afirmou que "a Frelimo e o seu candidato presidencial Filipe Nyusi já venceram as eleições gerais deste ano". Aqui.

12 Setembro 2014

Governo de Michelle pretende anular Lei de Amnistia de Pinochet

No El País Internacional: "Justamente no aniversário de 41 anos do golpe de Estado de 1973, o primeiro vivido por Michelle Bachelet em seu segundo mandato, a socialista mandou um sinal inédito em matéria de direitos humanos: seu Governo anunciou que pretende anular a Lei de Anistia promulgada pela ditadura de Augusto Pinochet em 1978 e que permitiu que os crimes cometidos entre 1973 e essa data ficassem impunes." Aqui. (agradeço ao RC o envio da referência)

III Conferência Internacional do CEA/Programa preliminar

Não figuram ainda aspectos organizativos, componentes culturais específicos e nomes dos moderadores. Aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Próxima quinta-feira

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Para descolonizar e historicizar a "história natural" (2)

Segundo número da série. Herdámos do período colonial o belo e antigo Museu de História Natural. Ora, lá, hoje ainda, de forma clara, temos a equidade de estatuto natural de animais e humanos. Trabalhos de olaria e máscaras, por exemplo, são havidos como tão naturais quanto búfalos, leopardos e outros animais, são todos produto de história natural.

11 Setembro 2014

Abuso

Na cidade de Maputo é indiscutível o abuso na afixação descontrolada de cartazes de propaganda eleitoral, não importa onde - das acácias aos muros dos cemitérios -, de qualquer maneira, sujando a cidade, ferindo o bom senso.
Adenda às 17:29: confira aqui.

Para descolonizar e historicizar a "história natural" (1)

É tão tenaz quanto uma verruga, a crença, em certos círculos, de que pertence à mesma ordem da natureza o conjunto das vidas e dos actos dos animais e dos seres humanos. Asssim, tubarões, gazelas e máscaras da dança Mapiko - por exemplo - podem ser colocados ao mesmo nível irredutível do natural, da chamada história natural

10 Setembro 2014

Lançamento foi esta tarde

Em cerimónia realizada na Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), cidade de Maputo, a coleção "Cadernos de Ciências Sociais", da Escolar Editora, foi esta tarde formalmente lançada em Moçambique através do livro "Que arquitectura nos países em desenvolvimento?", da autoria dos Arquitectos Júlio Carrilho de Moçambique, António Baptista Coelho de Portugal e Niara Palma do Brasil. Intervieram o representante do Director da Faculdade, Arquitecto João Tique; o coordenador da coleção, Carlos Serra; o Arquitecto Júlio Carrilho, co-autor; e a Arquitecta Isabel Raposo, que comentou o livro. Entre os presentes, estiveram o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, a Vice-Reitora Académica, Prof. Doutora Ana Monjana e o Director do Centro de Estudos Africanos, Professor Catedrático Armindo Ngunga. Abaixo, algumas imagens do evento:

Para descolonizar e historicizar a "história natural"

Deus e a Renamo segundo Muchanga

Os partidos não têm perdido a oportunidade de frequentar igrejas e mesquitas para captarem a simpatia dos fiéis. Mas há quem, aparentemente, vá para além dos fiéis, subindo bem mais alto nas pretensões. A esse nível, António Muchanga, da Renamo, é um homem convicto, após o seu partido participar num culto da Igreja 12 Apóstolos, bairro da Maxaquene, cidade de Maputo. Com efeito e segundo "O País" digital, “Os membros do partido agradeceram a Deus pelos seus feitos pelo partido”, disse Muchanga [...]". Aqui.

Logo à tarde

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Os três no Facebook

Os partidos Frelimo, Renamo e MDM estão no Facebook. Compare prismas e relatos respectivamente aqui, aqui e aqui.
Observação: a págima do MDM parece ser aquela que mais actualizada é e mais atenta está ao local, ao terra-a-terra, aos micromundos.
Adenda: recorde este texto aqui.

Taxas de homicídio

Aqui e aqui. Agradeço ao RC o envio da referência. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.