Blogue seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Àquelas e àqueles que frequentam este espaço, o meu obrigado pela visita. Ontem como hoje e amanhã, aqui estarei para vos fazer permanentemente companhia. Sintam-se bem e regressem sempre. Um abraço.
Myspace Layouts
<div style="background-color: none transparent;"><a href="http://www.rsspump.com/?web_widget/rss_ticker/news_widget" title="News Widget">News Widget</a></div>

23 Maio 2013

O popular Facebook de pedais em Quelimane (5)

Quinto número da série. Deixei no número anterior duas perguntas, a saber:  (1) Por que razão entendo que os bicicleteiros são o Facebook de pedais de Quelimane?; (2) Pode esse Facebook ser politizado? Vou começar a resposta à primeira pergunta: cada bicicleteiro tem uma família vivendo na cidade do macubar, lá onde cada dia é um ponto de interrogação na sobrevivência. Permitam-se avançar uma hipótese a desenvolver mais tarde: cada bicicleteiro é uma rede social, é um Facebook. Por quê? Se não se importam, prossigo mais tarde. Foto reproduzida daqui.
(continua)

O poder de nomear desviantes e vândalos (11)


Décimo primeiro número da série, permanecendo no terceiro número do sumário3. Recursos de poder e o poder de nomear desviantes e vândalos. Escrevi no número anterior que os políticos no poder são produtores da palavra oficial e da verdade a todo o momento. Que tipo de verdade? A verdade em si, considerada definitiva, indiscutível, absoluta, a verdade do poder de poder. Estamos perante a adaptação profana da verdade religiosa. Porém, não longe do apego à verdade verdadeira dos gestores políticos estão os gestores religiosos. O que pretendo dizer com isso? Se não se importam, prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

Terra

"Um mal tem vindo a invadir e instalar-se na nossa sociedade: a venda ilícita de terra" - uma posição da Ação Social Arquidiocesana de Nampula segundo este portal aqui.

22 Maio 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao distrito de Mulevala (Zambézia) (1)
Séries pessoais: Luta política: a Pasárgada da Renamo (5); O popular Facebook de pedais em Quelimane (5); Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (9); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (16); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (31); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (58); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (98)

Luta política: a Pasárgada da Renamo (4)

Quarto número da série. Deixei no número anterior a seguinte pergunta: é possível estabelecer uma relação entre a presença do presidente da Renamo na Gorongosa, as ameaças de retaliação militar às forças governamentais e a intenção de boicote às próximas eleições? A minha resposta, a minha hipótese é esta: sim. Vou tentar desenvolver os seguintes três pontos: (1) A polifonia da guerrilha e o boicote eleitoral, (2) A privatização do diálogo político e (3) O objectivo de um Governo de Unidade Nacional. Se não se importam, prossigo mais tarde
(continua)

O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Nonagésimo sétimo número da série. Ganhou a linha dos que defendiam uma demarcação de classe a nível nacional e internacional na luta de libertação nacional. Chegou a independência a 25 de Junho de 1975. Vários fenómenos foram ocorrendo. Prossigo mais tarde.
(continua)

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Trigésimo número da série. Prossigo no nono número do sumário proposto aqui, a saber: 8. A produção de estereótipos sobre a colónia braçal. Deixei no número anterior esta pergunta: o que significa ser bode expiatório? E respondi assim: significa algo que nada tem a ver com a crueldade em si da polícia sul-africana ou com a violência em si do povo sul-africano, como certos círculos gostam de asseverar. Significa então o quê? Significa que o bode expiatório se constitui nas representações populares como a saída, como a cura, como a solução para os problemas sociais que começam a ser sentidos por uma determinada comunidade num determinado período. Torna-se necessário falar desses problemas geradores de estereótipos. Permitam-me prosseguir mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.
Adenda 4 às 00:51 de 22/03/2013: um trabalho no Sowetan (obrigado ao FL pelo envio da referência), com o título abaixo:

Sugestão de leitura

Livro com a capa em epígrafe à venda em Maputo por 290 meticais, amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.
No prelo o segundo número: O que é exclusão Social? (dois autores moçambicanos e um brasileiro)

21 Maio 2013

Greve dos profissionais de saúde: ponto de situação

Um porta-voz do Ministério da Função Pública disse que o Governo não está em condições de subir mais os salários no presente ano, um porta-voz do Ministério de Saúde disse haver ameaças aos que não aderiram à greve,  o presidente da Associação Médica de Moçambique afirmou que o governo é responsável pela paralização laboral, um porta-voz da Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos afirmou que essa comissão não tem ameaçado os que não aderiram à greve, lembrando que os grevistas são funcionários do Estado e têm obrigações a cumprir a ministra da Função Pública, Vitória Diogo, disse que o governo sempre esteve e está aberto ao diálogo, três ministros afirmaram que os médicos abandonaram os doentes à sua sorte, estudantes estagiários e do primeiro ano dos Institutos de Ciências de Saúde do país trabalham nos hospitais e postos de saúde, pessoal da Universidade Unilúrio procura colmatar lacunas laborais em Nampula, muitos doentes estão desesperados - resumo de um extenso trabalho da estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao distrito de Mulevala (Zambézia) (1)
Séries pessoais: Luta política: a Pasárgada da Renamo (4); O popular Facebook de pedais em Quelimane (5); Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (9); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (16); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (58); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

O popular Facebook de pedais em Quelimane (4)

Quarto número da série. Escrevi no número anterior que os bicicleteiros de Quelimane cobram de somenos,  cinco, dez meticais, não importa a distância, eles vão onde o cliente quiser, pedalando sempre, rosto firme mas frequentemente cansado, a água de lanho é muitas vezes o alimento. Agora, duas perguntas: (1) Por que razão entendo que são o Facebook de pedais de Quelimane?; (2) Pode esse Facebook ser politizado? Se não se importam, prossigo mais tarde. Foto reproduzida daqui.
(continua)

A cova não está em Muxúnguè (15)

Décimo quinto número da série, tendo como guia a Paz de Aristófanes, nesta série aqui e aqui, com base neste sumário. Prossigo no primeiro número: 3. Um pouco da história das géneses, entrando no segundo nível proposto no número anterior, a saber: 3.2. Organização político-militar. Se a Frelimo não era um movimento paroquial exigindo uma independência de fachada dependente da potência colonizadora, também não se limitou a organizar um exército de guerrilha. Na verdade, dotou esse exército de uma componente política permanente. Com a vossa permissão, prossigo mais tarde.
(continua)
Adenda às 6:49: distribuição - melhor dito, redistribuição - de recursos de poder, eis um tema frequente nas análises políticas que faço neste diário. Entretanto, leia este trabalho da "Rádio Moçambique" aqui.
Adenda 2 às 12:26: sobre o nosso país e a propósito do que se passou em Muxúnguè, importe um trabalho com o título "Recursos naturais e um desafio à ordem política estabelecida", no Stratfor, Global Intelligence, aqui. Agradeço ao RC o envio da referência.

Actualizado portal do DEHP

20 Maio 2013

O imenso poder dos médicos

Os médicos têm um enorme poder, o poder sobre a vida e seus imensos segredos, o poder de prevenir, curar ou atenuar esse banal - mas sempre espantoso e atemorizante - fenómeno que se chama doença ou que se chama dor. Eles sabem analiticamente disso e, intuitivamente, nós também. É por isso que não é fácil tratá-los como meros grevistas. Não é fácil substituir médicos. Assim como também não é fácil vê-los abandonar doentes.
Adenda às 19:28: a propósito da greve dos profissionais da saúde no país, um trabalho do @Verdade, aqui.
Adenda 2 às 19:30: Director do Hospital Central de Maputo: “Nunca se pode abandonar doentes urgentes. Em nenhuma circunstância”, disse visivelmente agastado, para de seguida acrescentar “nunca podemos abandonar os doentes que estão ao nosso cuidado. Isto está postulado no código deontológico da Ordem dos Médicos de Moçambique que é a instituição que superintende a nossa prática profissional” - um trabalho da Rádio Moçambique, aqui.
Adenda 3 às 19:39: em 1996 proferi uma "oração de sapiência" na Faculdade de Medicina na Universidade Eduardo Mondlane com o título "O desafio de uma medicina bernardiana em Moçambique". O texto está aqui.
Adenda 4 às 20:30: militares, estudantes e administrativos procuram a nível de hospitais e postos de saúde suprir a ausência de médicos e enfermeiros que entraram hoje em greve. Doentes queixam-se amargamente, aqui e acolá profissionais da saúde em greve conversando ou dançando - um trabalho da estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas em várias capitais provinciais do país.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao distrito de Mulevala (Zambézia) (1)
Séries pessoais: Luta política: a Pasárgada da Renamo (4); O popular Facebook de pedais em Quelimane (4); Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (9); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (15); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (58); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Luta política: a Pasárgada da Renamo (3)

Terceiro número da série. Deixei no número anterior a seguinte pergunta: qual a Pasárgada da Renamo? Mais concretamente: qual o objectivo final desse partido em todo um processo que está, por hipótese, para além de Muxúnguè? Permitam-me mais uma pergunta: é possível estabelecer uma relação entre a presença do presidente da Renamo na Gorongosa, as ameaças de retaliação militar às forças governamentais e a intenção de boicote às próximas eleições?
(continua)

O popular Facebook de pedais em Quelimane (3)

Terceiro número da série. Escrevi no número anterior que os bicicleteiros de Quelimane começam a trabalhar manhã cedo e só terminam à noite. É gente oriunda da cidade do macubar - tentacular e imenso casario de adobe rodeando o cimento urbano -, gente humilde. O que cobram é de somenos,  cinco, dez meticais, não importa a distância, eles vão onde o cliente quiser, pedalando sempre, rosto firme mas frequentemente cansado, a água de lanho é muitas vezes o alimento. Foto reproduzida daqui.
(continua)

Edição 2010

19 Maio 2013

A festa

Através da estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas, soube que a partir de amanhã deverá acontecer a greve dos médicos anunciada pela Associação Médica de Moçambique (AMM). A estação mostrou imagens de um documento a ser assinado pelo presidente da AMM e por alguém que julgo ser o presidente da Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos. Mas isso não foi para mim o mais importante: o mais importante foi ver profissionais de saúde, creio que enfermeiros e pessoal auxiliar, a dançar e a cantar com imensa alegria, como se numa festa estivessem, à retaguarda dos assinantes do documento.
Observação: seja qual for o contexto cultural, sejam quais forem as exigências, sejam quais forem as razões, dói ver pessoas dotar a festa de um estatuto privilegiado e único para anunciar uma greve - afinal uma abstenção - face à doença e à dor nos hospitais públicos do país.
Observação 2 às 21:19: no noticiário aqui em causa, da STV, o médico Jorge Fernandes de Quelimane, afirmou que nessa cidade também seria observada a greve. Acrescentou que poderão ser afectados não os que têm condições para se tratarem na África do Sul, mas os outros, os que não têm. Este é, sem dúvida, um ponto para reflexão.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem ao distrito de Mulevala (Zambézia) (1)
Séries pessoais: Luta política: a Pasárgada da Renamo (3); O popular Facebook de pedais em Quelimane (3); Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (9); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (15); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (58); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

O popular Facebook de pedais em Quelimane (2)

Segundo número da série. Escrevi no número inaugural que, numa curta estadia em Quelimane, o que mais me impressionou foram os bicicleteiros, os condutores de táxis-bicicletas, fenómeno único no país, aos milhares. Na verdade, talvez haja entre três mil a quatro mil bicicleteiros em Quelimane, essa cidade que parece agarrada ao passado no momento em que o futuro a chama. Começam a trabalhar manhã cedo e só terminam à noite. É gente oriunda da cidade do macubar - tentacular e imenso casario de adobe rodeando o cimento urbano -, gente humilde. Foto reproduzida daqui.
(continua)

Luta política: a Pasárgada da Renamo (2)

Segundo número da série. Andam governo e Renamo em processo negocial, mas com o governo a rejeitar as pré-condições da Renamo. Amanhã deve acontecer a terceira sessão. Subsiste a pergunta: qual a Pasárgada da Renamo? Mais concretamente: qual o objectivo final desse partido em todo um processo que está, por hipótese, para além de Muxúnguè?
(continua)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (77)

Septuagésimo sétimo e último número de uma série fotográfica de 2012 com registos da vila do Zumbo, província de Tete, da autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(fim)

Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (8)

Oitavo número da série, com a foto em epígrafe reproduzida daqui. Permaneço no segundo ponto do sumário proposto aqui. 2. Os quatro andamentos da racialização do social. Escrevi no número anterior que o primeiro andamento diz respeito à formulação instintiva do Outro, ao nome que lhe damos, à identidade que lhe atribuímos como indivíduo ou como grupo. O segundo movimento é mais complexo, mais delicado e consiste em atribuir ao Outro - indivíduo ou grupo - uma identidade negativa, motivo de escárnio ou de ameaça. Se não se importam, prossigo mais tarde.
Em epígrafe, a médica Cécile Kashetu ajudando um doente, foto reproduzida com a devida vénia da sua página no facebook, aqui. Abaixo, uma curta mensagem deixada nessa página a 05/05/2013.
Adenda: tenho escrito bastante sobre racismo neste diário. Sugiro recordem, por exemplo,  a série com o título A raça das raças, ainda em curso, aqui; e estoutra, já terminada, com o título De que raça é a tua cor?, aqui.
(continua)

Protegermo-nos de 99,9% da informação

18 Maio 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (77)
Séries pessoais: Luta política: a Pasárgada da Renamo (2); O popular Facebook de pedais em Quelimane (2); Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (8); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (15); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (58); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Luta política: a Pasárgada da Renamo (1)

Tenho para mim que tal como Manuel Bandeira teve a sua Pasárgada, a Renamo também tem a sua na luta política guerrilheira que trava com a Frelimo. Qual é?
(continua)

Sobre a insegurança em Ndlavela

No "Notícias" sobre o bairro de Ndlavela, município da Matola: "Informações em nosso poder indicam que, por semana, pelo menos cinco mulheres são violadas por indivíduos desconhecidos na via pública e igual número de residências assaltadas pelos bandidos."
Observação: a descrição do jornal leva à hipótese de quanto a insegurança vivida no bairro - no qual existem apenas sete polícias para 77 quarteirões -, pode dar origem a uma das modalidades de linchamento, o périurbano, forma cruel de (1) lutar contra a desordem social e de (2) acreditar resolvê-la dessa maneira.

Ditos (57)

Quinquagésimo sétimo dito. Existem dois tipos de leis: as leis do dia e as leis da noite. As leis do dia são aquelas que, escritas, disciplinam comportamentos de forma universal. As leis da noite são aquelas que, não escritas, disciplinam comportamentos de forma particular. Então, a lei tem leis.
(continua)

O popular Facebook de pedais em Quelimane (1)

Estive em Quelimane alguns dias, 17 anos depois de lá ter estado. O que mais me impressionou na estadia? Os bicicleteiros, os condutores de táxis-bicicletas, fenómeno único no país, aos milhares. Foto reproduzida daqui.
(continua)

No "Savana"

17 Maio 2013

Dois mil jovens disputam 30 vagas num restaurante de Quelimane

Dois mil jovens disputam 30 vagas num restaurante em Quelimane - despacho do jornalista Jorge Marcos no noticiário das 20 horas da estação televisiva STV.

Luta política: a Pasárgada da Renamo

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (77)
Séries pessoais: Qual a cor de Cécile Kyenge Kashetu? (8); Alice no País da Sociedade Civil (4); A cova não está em Muxúnguè (15); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (30); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (13); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (47); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (57); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

O popular Facebook de pedais em Quelimane

Foto reproduzida daqui.

Autárquicas 2013

Boletim sobre o processo político em Moçambique (2/17 de Maio de 2013), aqui.

Savana 1010