O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Olá para todas e todos vós, obrigado por visitarem este diário, criado a 18 de Abril de 2006. Aqui encontrareis, diariamente, um pouco de tudo, do que gostais e do que não gostais. Sintam-se bem e regressem sempre. Índico abraço.
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29 maio 2015

Dhlakama, o velocista

Segundo a "Lusa", citada pelo "SapoNotícias", o presidente do Partido Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou o seguinte: "Vou propor ao Nyusi e à Frelimo [Frente de libertação de Moçambique] que vamos legislar em 15 dias para que todas as províncias de Moçambique recebam a categoria de autarquias". [...] Aqui. [Recorde aqui]. Enquanto isso, citado pela "Rádio Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou: "Não tenciono, nenhum dia, mandar um tribunal julgar a favor ou a desfavor de alguém; por isso, temos que evitar instruir o Parlamento ou temos que tudo fazer, para não sermos instruídos pelo tribunal, como Executivo, para tomar algumas decisões. A democracia tem que prevalecer; posições políticas sim, mas essas, tem que ser dentro da balizas estabelecidas." Aqui.

Neste diário amanhã

Samora e o Capital

Pensamento fast-food (7)

Sétimo número da série. Na lógica sensorial do pensamento e da comunicação de todos-os-dias, estão social e persistentemente hospedados quatro fenómenos: simplismo, essencialismo, maniqueísmo e a-historicismo. De imediato, algumas palavras sobre o simplismo. O simplismo (mas não a simplicidade) consiste na leitura redutora de um fenómeno. Quanto mais pequena for a esfera cognitiva, maior parece ser a satisfação social e moral, plataforma obtida através de proposições do género os linchadores matam porque são mausa modernidade só traz imoralidadeas crenças tradicionais não são racionais, etc.

Pedalando: quadros de Gemuce (15)

Décimo quinto número da série. Identificação atribuída pelo pintor ao quadro em epígrafe: Título: Flutuantes, Dimensões: 130x100, Técnica: Óleo s/tela, Ano: 2015Recorde neste blogue uma série de 2008 sobre Gemuce, aí compreendidas uma biografia e uma entrevista, aqui.
Adenda: de uma postagem de 2006 neste diário: "Tenho para mim que existem duas linhas de força fundamentais na pintura moçambicana: a linha de Malangatana Ngwenha e a linha de Pompílio Gemuce, dois excepcionais pintores (esqueço aqui matizes, escolas intermediárias, bifurcações; e sei que não concordarão comigo, o que é salutar). No primeiro caso, penetro nas tradições densas: a figura sem anatomia precisa, o traço cheio, a máscara, a magia, o esgar, o medo, o terror do passado, a cor quente, grudante, como se o sonho fosse um pesadelo. No segundo caso, penetro nas tradições estilizadas, modernizadas, no traço aprendido na academia, leve como uma folha, nas cores frescas, nas figuras esguias, na expectativa de um sonho calmo que necessariamente acontecerá." Aqui.

28 maio 2015

Zapiro sobre o escândalo da FIFA

Aqui. Sobre o escândalo da FIFA, aqui

Generalizações abusivas

É frequente encontrarmos na nossa imprensa trabalhos baseados em posições do género "Juristas afirmam que...", "A população exige que...", "Cidadãos defendem que...", "A sociedade civil critica...". Quando lemos o lead e/ou quando entramos no corpo da notícia ou da reportagem, verificamos imediatamente que estão em causa apenas um jurista [no máximo dois], dois indivíduos da chamada população, dois cidadãos e duas/três organizações da chamada sociedade civil.

Alforriar-nos

À superfície dos problemas, à tona da vida, dizem-nos: olhai a violência desta gente. Sem dúvida que esta gente é violenta. Há, mesmo, quem, com afã e varapau na alma, defenda o seguinte: urge dizer que ela é violenta. Somos então conduzidos a analisar o indivíduo, em última instância um conjunto de indivíduos; somos então conduzidos a tomar em conta a circunstancialidade, as fronteiras psicológicas, as fronteiras dessocializadas da violência. Mas tentemos ir um pouco mais longe: estão as premissas do problema, as premissas da questão, bem colocadas? Um dia, faz já muitos anos, Karl Marx escreveu o seguinte a propósito de um tema que agora não interessa aqui: "Nasce aqui a questão de saber se este problema não prenuncia já a sua falta de sentido e se a impossibilidade de solução não está já contida nas premissas da questão. Frequentemente a única possível resposta é a crítica da questão e a única solução é negá-la." Neguemos a questão tal como acima está colocada - psicologizada e individualizada - e coloquemos estoutra: quais são as condições sociais que geram a violência? Então, ao queremos controlar a violência circunstancial surpreendemo-nos com o fracasso das soluções por não termos querido ou podido criar novas premissas e, por essa via, negociar com o futuro, por não termos querido, enfim, alforriar-nos da esquina cognitiva mais comezinha.

Pedalando: quadros de Gemuce (14)

Décimo quarto número da série. Identificação atribuída pelo pintor ao quadro em epígrafe: Sem título, Dimensões: 100x70, Técnica: Aguarela s/papel, Ano: 2015Recorde neste blogue uma série de 2008 sobre Gemuce, aí compreendidas uma biografia e uma entrevista, aqui.
Adenda: de uma postagem de 2006 neste diário: "Tenho para mim que existem duas linhas de força fundamentais na pintura moçambicana: a linha de Malangatana Ngwenha e a linha de Pompílio Gemuce, dois excepcionais pintores (esqueço aqui matizes, escolas intermediárias, bifurcações; e sei que não concordarão comigo, o que é salutar). No primeiro caso, penetro nas tradições densas: a figura sem anatomia precisa, o traço cheio, a máscara, a magia, o esgar, o medo, o terror do passado, a cor quente, grudante, como se o sonho fosse um pesadelo. No segundo caso, penetro nas tradições estilizadas, modernizadas, no traço aprendido na academia, leve como uma folha, nas cores frescas, nas figuras esguias, na expectativa de um sonho calmo que necessariamente acontecerá." Aqui.

O fim do poder

De Moisés Naím, com o título em epígrafe: "Sabemos que o poder está passando daqueles que têm mais força bruta para os que têm mais conhecimentos, dos países do norte para os do sul e do Ocidente para o Oriente, dos velhos gigantes corporativos para as empresas mais jovens e ágeis, dos ditadores aferrados ao poder para o povo que protesta nas praças e nas ruas." Aqui.

27 maio 2015

Um cartaz

Cartaz afixado no campus da Universidade de  Buea, nos Camarões. Aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Purificar-se

O nosso Estado precisa purificar-se de muitos problemas, antigos uns, eventualmente novos outros, que põem em causa a sua credibilidade, nacional e internacional. A nova equipa governamental enfrenta muitos e pesados desafios.

Sobre o internetês

Confira um texto de Beatriz Smaal sobre o internetês, língua usada na internet, aqui.

Sobre a violência que se explica com a violência

Em lugar de consequência de algo ou de um conjunto de fenómenos, a violência é, frequentemente, havida como uma causa, como algo que está à cabeça de tudo. Considera-se que o ser humano tem uma dose inata de religiosidade, de piedade, de amor paternal, de ciúme sexual, de agressividade, de violência, etc. Quando queremos compreender a violência entendemo-la frequentemente no sentido em que, outrora, se explicava os efeitos do ópio pelas suas virtudes dormitivas, o vinho pelo espírito do vinho e o fogo pelas suas propriedades flogísticas. Por outras palavras: a violência explica-se com a violência, com o espírito da violência. Defende-se, então, que as pessoas são violentas porque possuem um coeficiente de violência inato, porque são violentas em si, que os homens batem nas mulheres porque são violentos, etc.

Pedalando: quadros de Gemuce (13)

Décimo terceiro número da série. Identificação atribuída pelo pintor ao quadro em epígrafe: Título: A noiva, Dimensões: 55,5x82 cm, Técnica: Aguarela S/papel, Ano: 2015Recorde neste blogue uma série de 2008 sobre Gemuce, aí compreendidas uma biografia e uma entrevista, aqui.
Adenda: de uma postagem de 2006 neste diário: "Tenho para mim que existem duas linhas de força fundamentais na pintura moçambicana: a linha de Malangatana Ngwenha e a linha de Pompílio Gemuce, dois excepcionais pintores (esqueço aqui matizes, escolas intermediárias, bifurcações; e sei que não concordarão comigo, o que é salutar). No primeiro caso, penetro nas tradições densas: a figura sem anatomia precisa, o traço cheio, a máscara, a magia, o esgar, o medo, o terror do passado, a cor quente, grudante, como se o sonho fosse um pesadelo. No segundo caso, penetro nas tradições estilizadas, modernizadas, no traço aprendido na academia, leve como uma folha, nas cores frescas, nas figuras esguias, na expectativa de um sonho calmo que necessariamente acontecerá." Aqui.

A riqueza da pobreza segundo a Irmã Emmanuelle

Durante 22 anos, a Irmã Emmanuelle viveu num bairro de lata nos arredores do Cairo, Egipto. Regressada à Europa em 1993, Irmã Emmanuelle criou uma associação para defender os pobres e escreveu um livro com o título “Riqueza da pobreza”. Qual é o argumento desse fascinante livro? É o seguinte: enquanto na Europa a riqueza torna as pessoas inumanas, solitárias, nos países pobres, nos bairros de lata como os do Cairo, os pobres vivem felizes. Para eles o ideal não é ter, mas ser. E por isso são felizes, dão-se bem uns com os outros, tudo é motivo para contacto, inter-ajuda, fraternidade. Não há guerra porque nada há para disputar. O que mais desejam os pobres? Serem respeitados. As portas das suas pobres casas estão sempre abertas, as mulheres estão sempre nas ruas, na lufa-lufa. Na vida e na morte, estão juntos, partilham alegria e tristeza. Tão espantoso e ditirâmbico beduíno, feliz porque pobre, resgasta, evidentemente, o bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau. Mas um dia, terrível dia, a Irmã foi de férias ao Cairo. Viu, então, beduínos (termo dela) enriquecidos no comércio, com casas de alvenaria, rigorosamente fechadas. Portanto, a riqueza isola as pessoas, torna-as desconfiadas, zelosas do seu ter. E a Irmã ficou triste por não mais encontrar os seus adorados pobres beduínos.[*]
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[*] Soeur Emmanuelle, avec Asso, Philippe, Richesse de la pauvreté. Paris: Flammarion, 2001.

26 maio 2015

Berdymoukhamedov, o presidente narcísico

"Uma imponente estátua dourada do Presidente do Turquemenistão, Gourbangouly Berdymoukhamedov, foi inaugurada esta segunda-feira em Ashkhabad, capital do país, retomando a tradição de culto de personalidade de que já era alvo o seu antecessor na Presidência desta república ex-soviética." Aqui. [agradeço ao RC o envio da referência, CS]
Observação: não é apenas uma questão de narcisismo à Berdymoukhamedov, mas, também, uma enorme sede de divinidade profana a nível popular e governamental.

Dhlakama, o confiante

Segundo a "Lusa", citada pelo "SapoNotícias", o presidente do partido Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou em Nampula que em menos de 45 dias assinará um acordo com o Presidente da República, Filipe Nyusi, do qual fará parte o anteprojecto das autarquias provinciais (que tem boa qualidade governativa, assegurou) reprovado pela maioria parlamentar da Frelimo. Aqui.
Observação: o Sr. Dhlakama é hábil a tentar mostrar que sabe tirar coelhos da cartola, povoando dessa maneira as parangonas dos jornais ávidos de sensacionalismo. A presente promessa pública de pontapé nas leis e nas regras institucionais - remetendo para um acordo privado a solução política da sua enorme apetência pela gestão governamental - mostra bem a têmpera cesarista e populista que o habita.

Xenofobia e shangaanfobia: história e estereótipos na África do Sul e em Moçambique (14)

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem. " [Bertolt Brecht]
Décimo quarto número da série. Permaneço no quinto ponto do sumário proposto aqui, a saber: 5. Moçambique 2006, 2007 e 2010, entrando nos pontos 5.2./5.5. Escrevi no número anterior que entre 2006 e 2010 viveram-se alguns momentos difíceis, em particular nas cidades de Maputo e Matola, com  picos de revolta popular em 2008 (lembre aqui e aqui) e 2010 (aqui e aqui). Havia inquietação com os preços dos produtos, com a vida em geral, o futuro surgia sombrio. Em meio a uma multiplidade de fenómenos, sucedeu que em Agosto de 2006 residentes do Bairro T3 na Matola chamaram curandeiros para descobrir os assassinos que aterrorizavam o bairro, considerados serem estrangeiros dos Grandes Lagos e do Zimbabwe; em Março de 2007, foram reportados ataques a bens de cidadãos burundeses e congoleses em Nampula; em 2010, na sequência de uma má actuação da polícia, vendedores moçambicanos assaltaram as cantinas dos estrangeiros possuindo lojas no bairro do Xiquelene, cidade de Maputo. Misturando-se com a crítica à acção governamental traduzida nas revoltas de 2008 e 2010, juntou-se a busca de bodes expiatórios estrangeiros.
Adenda às 09:32: leia um trabalho de Xolela Mangcu, no Rand Daily Mail, aqui.
Adenda às 09:58: confira também uma intervenção de Graça Machel, aqui.

Pedalando: quadros de Gemuce (12)

Décimo segundo número da série. Identificação atribuída pelo pintor ao quadro em epígrafe: Sem título; Dimensões:70x100 Cm, Técnica: Aguarela s/papel, Ano: 2015. Recorde neste blogue uma série de 2008 sobre Gemuce, aí compreendidas uma biografia e uma entrevista, aqui.
Adenda: de uma postagem de 2006 neste diário: "Tenho para mim que existem duas linhas de força fundamentais na pintura moçambicana: a linha de Malangatana Ngwenha e a linha de Pompílio Gemuce, dois excepcionais pintores (esqueço aqui matizes, escolas intermediárias, bifurcações; e sei que não concordarão comigo, o que é salutar). No primeiro caso, penetro nas tradições densas: a figura sem anatomia precisa, o traço cheio, a máscara, a magia, o esgar, o medo, o terror do passado, a cor quente, grudante, como se o sonho fosse um pesadelo. No segundo caso, penetro nas tradições estilizadas, modernizadas, no traço aprendido na academia, leve como uma folha, nas cores frescas, nas figuras esguias, na expectativa de um sonho calmo que necessariamente acontecerá." Aqui.

Boatos triunfam no facebook

Uma pesquisa levada a cabo pela Universidade do Nordeste de Boston, Estados Unidos, mostra que "as afirmações sem provas têm tanto impacto quanto as confirmadas e sugere que quem leva a sério teorias conspiratórias acredita mais em mentiras". Com o título em epígrafe, os dados da pesquisa encontram-se no El País, aqui. [agradeço ao RC o envio da referência, CS]

25 maio 2015

Fim da EMOCHIM

Através do chefe da sua delegação no diálogo com a Renamo, José Pacheco, o Estado anunciou hoje o fim da actividade no país da Equipa Militar de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHIM), acrescentando que para a continuidade do diálogo confiava no papel dos moçambicanos em geral e dos observadores nacionais em particular - estação televisiva STV no noticiário das 20 horas. Recorde aqui.

No "Savana" 1115 de 22/05/2015, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Pensamento fast-food (6)

Sexto número da série. Mais do que sequências lógicas, parece estarmos interessados em sequências que façam sentido, em sequências socialmente úteis; mais do que sermos analistas estamos interessados em ser juízes. Na verdade, o que muitas vezes passa por análise é, unicamente, uma condenação veemente. São ideias que nos interessam realmente, não categorias; são coisas simples e imediatas da vida que nos atraem, não lucubrações que entendemos serem obscuras e desnecessárias. Isso é especialmente evidente na conversação diária, onde estar ou não de acordo é fundamental.

Pedalando: quadros de Gemuce (11)

Décimo primeiro número da série. Identificação atribuída pelo pintor ao quadro em epígrafe Sem título, Dimensões: 130x100, Técnica: Óleo s/tela
Ano: 2015
Recorde neste blogue uma série de 2008 sobre Gemuce, aí compreendidas uma biografia e uma entrevista, aqui.
Adenda: de uma postagem de 2006 neste diário: "Tenho para mim que existem duas linhas de força fundamentais na pintura moçambicana: a linha de Malangatana Ngwenha e a linha de Pompílio Gemuce, dois excepcionais pintores (esqueço aqui matizes, escolas intermediárias, bifurcações; e sei que não concordarão comigo, o que é salutar). No primeiro caso, penetro nas tradições densas: a figura sem anatomia precisa, o traço cheio, a máscara, a magia, o esgar, o medo, o terror do passado, a cor quente, grudante, como se o sonho fosse um pesadelo. No segundo caso, penetro nas tradições estilizadas, modernizadas, no traço aprendido na academia, leve como uma folha, nas cores frescas, nas figuras esguias, na expectativa de um sonho calmo que necessariamente acontecerá." Aqui.

Por que África tem tantas línguas?

"Com mais de 2.000 línguas distintas, África tem um terço das línguas mundiais com menos de um sétimo da população do mundo" - um texto de Claire Felter no The Christian Science Monitor, acompanhado da imagem em epígrafe, procurando mostrar que a diversidade linguística tem a ver com a diversidade genética, aqui. [agradeço ao RC o envio da referência, CS]

Redes cibernéticas e tecnologias do anonimato

Versando sobre a sociedade de controle e com o título em epígrafe, um  trabalho de 2009 do sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, aqui.

24 maio 2015

Contravenção rodoviária

Talvez seja uma boa hipótese de pesquisa a de que 60/70% dos condutores na cidade de Maputo tem a contravenção rodoviária - em seus múltiplos aspectos - como regra e normalidade. Mesmo os condutores estrangeiros habituam-se, muitos deles, a fazer aqui o que nos seus países não podem fazer. Se a culpa é dos automobilistas, a culpa não é menos de quem, ao nível do Estado, permite que isso aconteça.

Ciências sociais "e" humanas

Muito interessante em certos círculos universitários a fidelidade à copulativa "e", como se as ciências pudessem ser sociais nuns casos e humanas noutros.

Bibiane analisa aparelho judiciário na administração da justiça em Moçambique

O jurista Anastácio Bibiane analisa o que chama nós de estrangulamento no aparelho judiciário da administração da justiça em Moçambique, aqui.

Pensamento fast-food (5)

Quinto número da série. Um capítulo maior da cognição diz respeito ao julgamento, à arrumação de coisas, fenómenos e pessoas em gavetas normativas. Uma parte significativa do que se produz como análise mais não é do que um conjunto de julgamentos. O juíz é a figura primeira, o analista raramente aparece. Mais importantes do que as categorias e a estrutura lógica do raciocínio, são as representações e as ideias, os julgamentos de valor. A espinha dorsal do pensamento do dia-a-dia é constituída pela classificação das coisas, dos fenómenos e das pessoas em entidades boas e más. Prestem atenção ao que passa por análise (mesmo se pretendendo ser erudita) em vários quadrantes escritos no concernente a fenómenos da nosso social e logo vereis que quase só reinam o vitupério, a condenação, o julgamento.

Risco

Há sempre um risco: a veneração pelos pregadores, pelos proponentes de receitas, de milagres a todo-o-terreno.

23 maio 2015

Compare-se

A propósito do quadragésimo aniversário da nossa polícia, compare-se um texto do "Notícias" aqui com um texto do "Debate" aqui.

Pensamento fast-food (4)

Quarto número da série. No nosso pensamento do dia-a-dia existem duas constantes:
1. Primado do julgamento sobre a análise: recurso à validação normativa mais do que à validação lógica;
2. Primado da posição disjuntiva: estar irredutivelmente a favor ou contra.
Vamos ver alguns aspectos dessas duas constantes.